Patologias

Deslocamento de Retina
Descrição
Termo usado para descrever a separação entre a retina e o seu epitélio (camada mais profunda)
Sintomas
Os principais são:
- Flashes luminosos
- Manchas móveis no campo de visão (mosca volantes)
- Baixa visão súbita (central ou mancha periférica que progride para região central)
O descolamento de retina pode causar perda irreversível da visão. Pacientes com sintomas sugestivos devem com urgência passar por consulta oftalmológica completa que inclua mapeamento de retina com dilatação da pupila.
Diagnostico
Os principais exames usados são:
- Mapeamento de retina
- Retinografia colorida
Tratamento
O tratamento do descolamento de retina é geralmente cirúrgico de urgência

Retinopatia Diabética
Descrição
Consiste em alterações na retina causadas pelo diabetes. É a principal causa de baixa visão grave em pacientes entre 20 e 60 anos. Níveis elevados de glicemia (açúcar no sangue) levam, com o passar do tempo, a lesões nos vasos sanguíneos que podem causar:
- Edema macular (inchaço da retina central)
- Hemorragias e exsudatos
- Hemorragia vítrea
- Descolamento tracional da retina
Prevenção
A retinopatia diabética pode levar a perda irreversível da visão. As principais medidas preventivas são:
- Controle rígido do diabetes, hipertensão e fatores associados (colesterol, obesidade)
- Exames oftalmológicos periódicos (anual ou semestral dependendo do caso) visando detecção de alterações precoces
Diagnostico
Os principais exames utilizados para diagnóstico e acompanhamento são:
- Mapeamento de retina (fundo de olho)
- Retinografia colorida e fluorescente (angiografia)
- Tomografia de coerência óptica (OCT)
Tratamento
As principais formas de tratamento são:
- Observação em casos iniciais
- Fotocoagulação (laser)
- Aplicação de medicamentos
- Cirurgia (vitrectomia)

Buraco Macular
Descrição
Consiste na separação da retina (formação de buraco) na região macular (retina central). A forma idiopática (sem causa conhecida) é a mais comum, mas pode também ocorrer após cirurgias ou trauma ocular.
Sintomas
O Principal sintoma é a baixa visão central.
Diagnostico
Os principais exames usados no acompanhamento são:
- Mapeamento de retina
- Retinografia colorida e fluorescente
- Tomografia de coerência óptica (OCT)
Tratamento
A necessidade de tratamento depende do estágio da doença, do nível de acometimento da visão e dos resultados dos exames complementares. Nos casos selecionados o tratamento é cirúrgico (vitrectomia)

Membrana Epirretiniana
Descrição
Consiste na proliferação de células gliais da retina na superfície da mácula (retina central). Pode ser fina (mácula em celofane) ou espessa (pucker macular).
Sintomas
- Idiopática: 50% dos casos (quando nenhuma causa é encontrada)
- Secundárias: pacientes submetidos a cirurgias intra-oculares, procedimentos na retina com laser ou crioterapia, ou que tiveram inflamações na retina ou cavidade vítrea (uveíte)
Diagnostico
Os principais exames usados no acompanhamento são:
- Mapeamento de retina
- Retinografia colorida e fluorescente
- Tomografia de coerência óptica
Tratamento
A necessidade de tratamento depende do nível de acometimento da visão e das repercussões da visão distorcida. Nos casos selecionados o tratamento é feito com cirurgia (vitrectomia).

Descolamento do Vítreo Posterior
Descrição
O gel vítreo, ou simplesmente vítreo, é uma substância gelatinosa que preenche dois terços do volume interno ocular. Como processo normal de envelhecimento, ele se torna progressivamente mais fluido e se separa das estruturas ao redor. Esse processo de separação é chamado descolamento do vítreo posterior.
Sintomas
- Moscas volantes ( pontos, linhas ou círculos escuros que parecem mover-se na frente de um ou ambos os olhos )
- Flashes ou raios de luz ( correspondem à tração do vítreo sobre a retina e trazem risco de descolamento de retina )
- Embaçamento da visão ( causado pela diminuição da transparência do vítreo)
Diagnostico
Pacientes com sintomas de descolamento de vítreo devem ser examinados com urgência por oftalmologista especializado. O exame de mapeamento de retina detecta a fluidez do gel vítreo e as possíveis lesões retinianas.
Tratamento
Na maioria dos casos não é necessário tratamento e os sintomas tendem a diminuir com o tempo. Caso seja detectada alguma ruptura na retina, deve ser realizada fotocoagulação com laser urgente.

Degeneração Macular Relacionada com a Idade (DMRI)
Descrição
Processo degenerativo que acomete a retina central. Principal causa de baixa visão grave em pacientes idosos. Apresenta-se sob a forma seca ou exsudativa
- DMRI seca: responsável por 90% dos casos (forma menos grave)
- DMRI exsudativa: responsável por 10% dos casos (forma mais grave)
Sintomas
Os principais são:
- Baixa visão (progressiva ou abrupta)
- Visão distorcida (metamorfopsia)
Diagnostico
Os principais exames usados para acompanhamento são:
- Mapeamento de retina (fundo de olho)
- Retinografia colorida e fluorescente
- Tomografia de coerência óptica (OCT)
Tratamento
As principais formas são:
- Observação em casos inicias
- Suplementação vitamínica em casos selecionados
- Aplicação de medicamentos (injeção intra-vítrea) em casos selecionados

Catarata
Descrição
O termo “catarata” é dado para qualquer tipo de perda de transparência do cristalino, lente situada atrás da íris, seja ela congênita ou adquirida, independente de causar ou não prejuízos à visão. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), a catarata é responsável por 47,8% dos casos de cegueira no mundo, acometendo principalmente a população idosa.
A catarata é uma doença multifatorial e pode ser congênita ou adquirida. A causa mais comum da catarata é o envelhecimento do cristalino que ocorre pela idade, denominada de catarata senil. Porém também poderá estar associada a alterações metabólicas que ocorrem em certas doenças sistêmicas, (ex. Diabetes Mellitus), oculares (ex. uveíte), tabagismo, alcoolismo, secundária ao uso de certos medicamentos (ex. corticoides) ou a trauma ocular (contuso, perfurante, por infravermelho, descarga elétrica, radiação ultravioleta, raios X, betaterapia ou queimaduras químicas graves).
Na maioria das vezes a catarata não pode ser diagnosticada a olho nu e nem mesmo é percebida facilmente pelos próprios portadores nas suas fases iniciais. Os principais sintomas são: sensação de visão embaçada, alteração contínua da refração (grau dos óculos), maior sensibilidade à luz, espalhamento dos reflexos ao redor das luzes e percepção que as cores estão desbotadas. Geralmente há uma piora da miopia com redução da visão em baixo contraste e baixa luminosidade principalmente para longe, comparativamente à visão para perto. Somente o oftalmologista poderá solicitar os exames necessários para a confirmação do diagnóstico, bem como, indicar o melhor procedimento cirúrgico para tratamento.
O único tratamento eficaz para a catarata é a cirurgia, onde a lente natural opaca é removida e substituída por uma lente artificial transparente, chamada de lente intraocular.
A cirurgia de catarata é a cirurgia mais realizada na oftalmologia e foi uma das técnicas cirúrgicas que mais evoluiu nas últimas décadas. Há pouco mais de 30 anos, era realizada sob anestesia geral, a catarata era removida através de uma incisão ampla, seguida por implante de lente intraocular rígida e múltiplas suturas do globo ocular. Atualmente, a incisão é de cerca de dois milímetros, a catarata é emulsificada (fragmentada) em pequenos pedaços e aspirada por um aparelho chamado de facoemulsificador e a lente intraocular é dobrável. A incisão de pequeno tamanho e arquitetura auto selante, geralmente, dispensa a utilização de suturas. Trata-se de um procedimento microscópico de alta complexidade, é muito seguro, porém, como qualquer procedimento invasivo, não é isento de riscos. A tecnologia atual e a experiência do cirurgião reduzem significamente esse risco. A saúde geral e ocular do paciente, bem como sua história familiar, são fatores que influenciam diretamente o resultado cirúrgico. Além disso, é fundamental que o paciente siga as orientações pré e pós operatórias de seu oftalmologista para minorar os riscos.
A anestesia é local com sedação, e todo o procedimento é acompanhado por médico anestesista. Nos casos de catarata em crianças ou adultos com dificuldades de controle dos movimentos ou de compreensão, a anestesia deve ser geral.
Atualmente a cirurgia da catarata tem o potencial de corrigir o grau de olhos míopes, hipermetropes e astigmatas através das modernas lentes intraoculares. Porém esta correção vai depender de múltiplos fatores como a técnica cirúrgica, cicatrização do paciente e principalmente o cálculo dos implantes intraoculares.
É comum a associação de doenças da retina com catarata. Nestes casos, o momento ideal para a cirurgia, exames pré operatórios e o tipo de lente intraocular devem ser analisados em conjunto com o especialista em retina.
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