O diabetes mellitus é a doença mais comum do metabolismo energético.
Dados da Organização Mundial de Saúde (OMS) apontam que 16 milhões de brasileiros apresentam a doença.
O termo retinopatia diabética se refere às alterações na retina causadas pelo diabetes. É a principal causa de perda visual severa e cegueira em pacientes abaixo de 60 anos. Taxas elevadas de glicemia (açúcar sanguíneo) podem, com o tempo, causar lesões nos vasos retinianos e consequentemente hemorragias, inchaços e descolamentos.
Existem duas formas de retinopatia diabética:
1- Não proliferativa: Microaneurismas e microhemorragias difusas pela retina.
2- Proliferativa: Formação de vasos anômalos com risco de hemorragia vítrea e descolamento de retina.
Edema macular diabético é o inchaço da mácula (retina central) e pode ocorrer em todas as fases da retinopatia. É o motivo mais comum de perda visual em pacientes diabéticos.
Os sintomas do diabetes ocular variam desde imperceptíveis (fase inicial) até cegueira súbita (fase avançada).
O diagnóstico é feito pelo exame oftalmológico completo que inclui o mapeamento de retina (com dilatação da pupila). Caso seja detectada alguma alteração, exames complementares são solicitados.
Angiofluoresceinografia e tomografia de coerência óptica são os exames mais utilizados para avaliar os detalhes da retinopatia.
O tratamento das formas iniciais é apenas observação. Os casos mais avançados são tratados com laser (fotocoagulação), injeção intra-vítrea de medicamentos ou cirurgia (vitrectomia).



